Divisão de patrimônio: 4 dicas para separar as contas da empresas das contas pessoais

Publicado em: 12/06/2019

Misturar contas pode ser um erro fatal para o seu negócio

Alexandre é dono de um pequeno negócio digital. Com ele trabalham mais dois funcionários fixos. Além dos salários dos funcionários e dos custos operacionais do negócio, Alexandre paga ainda aluguel da sua sala e eventuais parceiros terceirizados.

Alexandre não possui salário fixo, ele frequentemente retira valores da empresa para despesas pessoais como compras no supermercado, por exemplo. Outros custos como viagens de uber para reuniões, ele esquece de contabilizar como custo da empresa e paga do seu próprio bolso.

Com certeza o caso do nosso amigo Alexandre não é um caso isolado. Aliás, essa mistura de contas é um problema comum para micro e pequenos empresários. Na correria do dia a dia, muitos empreendedores esquecem de fazer essa separação de patrimônio e não só põe em risco à saúde financeira da sua empresa, como prejudicam suas finanças pessoais.

O princípio da Entidade

Até 2016, essa separação de patrimônio era lei e fazia parte dos princípios da Contabilidade. Esse princípio determinava que “o patrimônio de uma empresa deve ser separado do patrimônio pessoal dos sócios ou dono da mesma. Ele deve ser considerado como objeto da contabilidade, ou seja, mesmo que o patrimônio pertença a uma pessoa jurídica ou várias pessoas físicas, não poderá ser utilizado para benefício próprio”.

Esse princípio ainda deve ser levado à risca, pelo menos no que diz respeito a saúde do fluxo de caixa de uma empresa.

Uma vez que as contas empresarial e pessoal se misturam fica mais difícil avaliar se a empresa está indo bem, quanto está lucrando e quanto está gastando realmente.

Dicas para aprender a separar as contas

1.Tenha contas bancárias separadas

Pode soar simples, mas muitas pequenas empresas acabam não abrindo contas bancárias, principalmente quando o próprio dono é quem paga todas as contas do negócio.

Com contas separadas fica mais fácil controlar o que entra e o que sai da sua empresa

2.Estabeleça um salário para você

Nada de ir utilizando o dinheiro da empresa ao longo do mês de acordo com sua necessidade. Estabeleça um salário e deposite-o na sua conta pessoal. No entanto, sabemos que definir esse valor nem sempre é uma tarefa fácil.

Nada de ir utilizando o dinheiro da empresa ao longo do mês de acordo com sua necessidade. Estabeleça um salário e deposite-o na sua conta pessoal. No entanto, sabemos que definir esse valor nem sempre é uma tarefa fácil.

“As pessoas definem a retirada conforme a necessidade da pessoa física. Mas essa prática pode não ser saudável para a empresa, afinal de contas, a necessidade da pessoa física sempre será alta. O correto é definir o salário conforme a função que ele exerce. Se você fosse contratar alguém para a sua função, quanto pagaria?”, explica Luana Menegat, nossa gerente de operações.

Se o sócio não quiser optar pela retirada de pró-labore, é possível fazer a separação de contas por meio da distribuição de lucros. Feche a planilha de um período pré-estabelecido, que pode ser mensal, bimestral, por exemplo, e planeje quanto vai ser retirado e qual parte vai ser reinvestida na empresa.

3.Pague as contas da empresa com o dinheiro da empresas e as contas pessoais com o seu dinheiro

O almoço é de negócios? Pague com o dinheiro da empresa. O uber é para ir e voltar do trabalho, pague com seu dinheiro. Por mais tentador que seja, procure dividir bem as contas a pagar, só assim você conseguirá ter um controle de fluxo de caixa mais disciplinado.

4.Busque ajuda

Existem diferentes softwares no mercado que podem te ajudar a controlar as finanças pessoais e da sua empresa de forma mais assertiva. Além disso, a consultoria de um contador pode te ajudar no controle de prazos e a descobrir as melhores alternativas para resolver possíveis problemas.

A Razonet pode te auxiliar a ter maior autonomia e controle da contabilidade da sua empresa.

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